Uma palavra abre a porta. A música e a poesia fazem o resto. Palavra puxa Palavra, com Rogério Charraz e Júlio Machado Vaz, é um espetáculo onde a palavra dita chama a canção, a canção convoca o poema e o poema acorda memórias, histórias e emoções. Um encontro profundamente humano entre a voz falada e a voz cantada, mediado pela escuta e pela participação do público.

O Conceito

A palavra é o ponto de partida.

Há palavras que nos ficam presas na garganta. Outras que nos salvam. Outras ainda que, quando finalmente ditas, puxam uma canção, um poema ou uma lembrança que julgávamos esquecida.

É a partir desse gesto simples — uma palavra — que nasce este espetáculo. Num diálogo vivo, íntimo e imprevisível, palavra puxa palavra, música puxa memória, memória puxa emoção.

O Espetáculo

O espetáculo acontece como um encontro em tempo real.

Em palco, duas vozes cruzam-se num diálogo contínuo: a palavra falada e a palavra cantada.
A voz declamada traz a reflexão, a experiência e o pensamento.
A voz cantada responde com a música, apoiada na guitarra acústica e na tradição da canção popular.

Cada apresentação é única. O que se diz, canta e escuta naquela noite não se repete noutra.

Rogério Charraz

Rogério Charraz

Músico
Cantautor com um percurso sólido na música portuguesa, sete discos editados e centenas de concertos realizados. A sua voz e guitarra dão corpo à canção como lugar de memória, resistência e encontro.
Júlio Machado Vaz

Júlio Machado Vaz

Médico psiquiatra e professor
Escritor e comunicador por vocação. Autor de quase vinte livros e presença marcante na rádio, televisão e imprensa portuguesa. Traz ao palco a palavra refletida, dita e sentida, onde cabem a experiência, o pensamento e o humanismo.

O público não é apenas espectador.

É mediador e provocador.

Durante o espetáculo, e também na sua preparação, o público é convidado a sugerir palavras: palavras que inquietam, que emocionam, que pedem resposta.

A partir delas, o espetáculo ganha novas direções, tornando cada apresentação irrepetível.

As referências surgem naturalmente, chamadas pela palavra certa, no momento certo. Na palavra dita e escrita ecoam vozes como Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa, Manuel António Pina ou Miguel Torga — presenças que ajudam a nomear o que sentimos.

Na música, cruzam-se a herança de Sérgio Godinho e José Mário Branco, a melodia dos Beatles, a densidade poética de Leonard Cohen, a memória dos Anónimos de Abril e a simplicidade dos coretos. 

Mais do que referências fixas, são lugares de encontro — pontos de partida para que cada espetáculo encontre o seu próprio caminho.

Há sempre uma palavra à espera de ser dita.

Palavra puxa Palavra nasce desse instante e transforma-o num encontro vivo entre palavra, música e escuta.

Se este espetáculo faz sentido na sua programação, teremos todo o gosto em conversar.

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